Candiru: O peixe-vampiro


O Candiru (Vandellia cirrhosa), também chamado de canero ou peixe-vampiro, é um peixe de água doce que pertence ao grupo comumente chamado de peixe-gato. Ele é encontrado no Rio Amazonas, no Rio Madeira e nos seus afluentes e tem uma reputação entre os nativos de ser o peixe mais temido naquelas águas, até mais que a piranha e o jacaré. A espécie cresce até dezoito centímetros e tem forma de enguia, tornando-o quase invisível na água. O candiru é um parasita. Ele nada até as cavidades das guelras dos peixes e se aloja lá, se alimentando de sangue nas guelras, recebendo assim o apelido de "peixe-vampiro".
Ele é muito temido pelos nativos da região amazônica. O peixe que tem perfil aerodinâmico de um supositório, ao ser atraído pelo cheiro de urina, pode aprumar suas nadadeiras, ao fluxo da urina (no caso do banhista nu).
O candiru  é tão pequeno que cabe várias vezes na palma da mão, penetra no corpo de suas vítimas pelos orifícios corporais, como o ânus, a vagina ou a uretra, aonde chega seguindo o rastro da urina. Como os peixes cartilaginosos excretam também ureia e os peixes ósseos excretam  amônia, componente da urina humana, o candiru penetra nas pessoas por engano.

Alguns legistas da região amazônica, periciaram cadáveres pensando que a causa da morte seria arma de fogo devido há algumas perfurações e quando abriram o cadáver perceberam que este havia morrido de dentro pra fora, isso mesmo, o candiru entrou e comeu todos os seus órgão. É comum encontrar candiru dentro de pessoas que morreram afogadas.
O peixinho surge do nada e penetra com força no corpo da pessoa, onde ele abre as guelras cheias de espinhos pontiagudos e literalmente trava lá dentro.

Não há solução além de abrir cirurgicamente o seu “departamento de recreação” para tirar o animal de lá. A inflamação e infecção subsequente que ele produz dentro de você é uma coisa tão horrível que a existência de tal peixe só pode ter sido um projeto do capeta.
Ele, uma vez que adentra em seu hospedeiro, se alimenta dos tecidos e do sangue. observem um relato clínico:
Caso clínico: “…Paciente de 23 anos, sexo masculino, procura o serviço de urgência com extrema dificuldade para urinar e sangramento pela uretra, com história de que há 3 dias sofrera um ataque por um peixe da região amazônica conhecido pelo nome de CANDIRU e que o mesmo havia penetrado em sua uretra quando estava urinando dentro do rio, referia-se que tentou segurá-lo, mas era muito liso e parecia ser de pequeno tamanho.
     Exame físico: O paciente se apresentava descorado, com febre, forte dor à manipulação do pênis, retenção urinária, sangramento pelo pênis e grande inchaço de bolsa escrotal. Encaminhado ao centro cirúrgico, e, sob anestesia, realizamos cistoscopia (endoscopia da uretra e bexiga) para diagnóstico e documentação do caso. Identificamos que o peixe era de grande tamanho ocupando toda a uretra anterior e com impactação perto do esfíncter urinário ou músculo que controla a urina (provavelmente, enquanto vivo o peixe tentou penetrar na bolsa escrotal, explicando o importante inchaço da mesma). Pensamos em abrir o períneo e retirá-lo por esta via, mas conseguimos retirá-lo por via endoscópica…”.



Babaçu: a maior riqueza do Maranhão


O babaçu (Orbygnia speciosa), também conhecido como baguaçu ou coco-de-macaco e de família botânica Palmae, é uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras. Sobre este gênero de plantas, afirmou Alpheu Diniz Gonsalves, em 1955, que “é difícil opinar em que consiste a sua maior exuberância: se na beleza dos seus portes altivos ou se nas suas infinitas utilidades na vida da humanidade” E esta é a mais pura verdade!

O babaçu é encontrado na Bolívia e México e nos estados da região Centro-Oeste brasileiro, mas a sua maior concentração fica nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, formando, muitas vezes espontaneamente, agrupamentos homogêneos, bastante densos e escuros, tal a proximidade entre os grandes coqueiros.

É muito provável que na região Nordeste, antes mesmo dos europeus aqui aportarem, já existissem babaçuais de relevante significado para as populações indígenas locais. Câmara Cascudo nos conta que, já em 1612, o frei viajante Claude d’Abbeville informava sobre a importância dos “frutos da palmeira” na alimentação dos indígenas do nordeste brasileiro, “lá nas bandas de Pernambuco” Tal palmeira era, provavelmente, o babaçu, batizada na língua tupi de uauaçu.

Somente no estado do Maranhão o babaçu ocupa uma área de 10 a 15 milhões de hectares e a exploração extrativista do seu óleo envolve cerca de 300.000 pessoas. Embora esta palmeira também ocorra nos últimos restos de mato primário da região, sua dominância aumentou muito pela ação humana. Especialmente em áreas degradadas após queimadas repetidas. Foram os desmatamentos periódicos com queimadas sucessivas os principais causadores do grande aumento dos babaçuais, especialmente na Região Nordeste do Brasil. Estas práticas, relacionadas a uma agricultura itinerante, são freqüentemente utilizadas com o objetivo de eliminar os próprios babaçuais tendo, porém, um efeito contrário já que logo após uma grande queimada, são justamente as "pindovas" de babaçu - palmeirinhas novas - as primeiras a despontar. Isto porque, sabe-se hoje, o babaçu é extremamente resistente, imune aos predadores de sementes e tem uma grande capacidade e velocidade de regeneração. Com a queima do babaçual e da vegetação ao seu redor, seus principais competidores vegetais são eliminados, abrindo maior espaço para o seu desenvolvimento subsequente.

Dada a sua relevância socioeconômica extraordinária a densidade do babaçu esta até regulamentada por lei em parte do estado maranhense, permitindo o desbaste somente acima de uma densidade mínima 156 palmeiras por hectare isto, porém sem nenhuma base cientifica adequada

O babaçu destaca-se entre as palmeiras encontradas em território brasileiro pela peculiaridade, graça e beleza da estrutura que lhe é característica: chegando a alcançar ate 20 metros de altura, de tronco cilíndrico e copa em formato de taça, suas folhas podem atingir até 8 metros, mantêm-se em posição retilínea, pouco se voltando em direção ao solo; orientando-se para o alto, o babaçu tem o céu como sentido, o que lhe dá uma aparência bastante altiva. O fruto é uma drupa com elevado numero de frutos por cacho sendo estes em número de quatro, quando em habitat natural. E em alguns casos, pode apresentar até mesmo de 15 a 25 cachos. Os frutos têm formato elipsoidal, mais ou menos cilíndricos, pesando entre 90 a 280 gramas (Teixeira, 2000).
O babaçu cobre, sobretudo, os terrenos ondulados da baixada maranhense, sendo considerada uma das riquezas vegetais do Estado e apelidado de “mina vegetal de ouro”. O óleo retirado do babaçu é usado na alimentação, na fabricação de margarina, sabonetes, cosméticos e também em motores.
O babaçu é a terceira palmeira oleaginosa mais importante do mundo e garante a subsistência de milhares de famílias que vivem da coleta de suas amêndoas e a casca para fazerem carvão para uso próprio ou revenda. Desde 1990, as quebradeiras de coco dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, começaram a se reunir para discutir os problemas e as propostas de melhoria. A proibição da queima do babaçu inteiro e o livre acesso aos babaçuais foram duas das suas principais conquistas.
Cerca de 350 mil mulheres agricultoras dos estados do Norte e Nordeste são quebradeiras de coco de babaçu e dependem da atividade de coleta e quebra do coco para complementar a renda familiar.
Hoje em dia existem vários grupos voltados para a preservação e o extrativismo responsável entre eles O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco de Babaçu (MIQCB) que foi constituído em 1991 a partir da articulação de grupos de mulheres, sindicatos rurais e cooperativos para garantir o acesso a terra, políticas governamentais voltadas para o extrativismo, o livre acesso aos babaçuais e a preservação destes recursos.
As ameaças são muitas, desde a interdição do acesso às palmeiras, a queima, o envenenamento das palmeiras e seus frutos, até a concorrência com a indústria. Cada região onde ocorrem os babaçuais sofre com um tipo de devastação diferente. O avanço da pecuária bovina e bubalina, das indústrias de ferro gusa, de óleo vegetal e cerâmica tem como efeitos imediatos a derrubada das palmeiras para dar lugar ao pasto. Estas trabalhadoras sofrem diversas formas de exploração e constrangimentos. Entre as situações mais recorrentes estão à interdição do acesso aos babaçuais, a cobrança por metade dos cocos coletados e a compra das amêndoas por atravessadores que revende para as indústrias de sabão e óleo, além de ameaças de morte e castigos físicos.
A discussão política em torno desse tema atingiu novo patamar a partir de 1997, quando foi aprovada, no município de Lago do Junco, região central do Maranhão, a Lei do Babaçu Livre a qual garante às quebradeiras de coco do município e às suas famílias o direito de livre acesso e de uso comunitário dos babaçus (mesmo quando dentro de propriedades privadas), além de impor restrições significativas à derrubada da palmeira. Essa iniciativa vem se alastrando e 13 municípios (oito no Maranhão, quatro no Tocantins e um no Pará) possuem legislação do gênero. Em 2003, o debate sobre o assunto passou a integrar a agenda política nacional, com a criação de um projeto de lei que, em resumo, estende a Lei do Babaçu Livre para toda a área dos babaçuais. Terezinha Fernandes (PT-MA), a deputada federal autora do projeto, acredita que sua aprovação é estratégia fundamental para garantir a sobrevivência de diversos grupos extrativistas do Brasil. "Neste momento, é fundamental garantir meios para a manutenção da atividade das quebradeiras de coco. Trata-se de um trabalho penoso, mas é o único que existe hoje para as mulheres da região", afirma. José Hilton de Sousa, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (FAEMA), declara-se favorável à lei, desde que existam regras claras para o uso comum do espaço das propriedades. "É necessário que as partes discutam para chegar a uma definição", diz. "Existem pessoas de todos os tipos, inclusive as aproveitadoras, que podem cometer improbidades nas fazendas." Entre proprietários de terra, são comuns reclamações de que as quebradeiras de coco cortam cercas para encurtar o caminho até as palmeiras. Muitas vezes também estariam deixando casca do coco espalhada pelo chão, provocando ferimentos nos cascos do gado.
Entre as principais metas do movimento é a aprovação da Lei do Babaçu Livre nos âmbitos federal e estadual. A lei, formulada em conjunto com as próprias quebradeiras. O primeiro artigo da lei visa garantir o livre acesso e o uso comum das palmeiras de coco babaçu às quebradeiras de coco e suas famílias mesmo em área de fazendas. Os artigos seguintes estabelecem multas e punições para quem derrubar cortar ou envenenar os babaçuais e determina que a fiscalização também possa ser feita por entidades representativas da classe dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e das quebradeiras de coco.
Já em 2007, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara aprovou o projeto de Lei 231/2007, que passará a se chamar Lei do Babaçu Livre. O projeto, de autoria do deputado Domingos Dutra (PT/MA), cria regras para exploração da espécie e proíbe à derrubada de palmeiras de babaçu nos estados do Maranhão, Para, Piauí, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, com exceção de áreas destinadas a obras ou serviços de utilidade pública ou de interesse social. Outra exceção, prevista no texto, é quando a derrubadas tenham como objetivos aumentar a reprodução da palmeira ou facilitar a produção e a coleta, mas só poderão ser feitas após o relatório de impactos ambiental e mediante a autorização do poder competente.
Cerca de 18 milhões de hectares do País são cobertos por babaçuais, cuja extração beneficia mais de 300 mil quebradeiras de coco em regime de economia familiar. Atualmente a castanheira, a seringueira e o pequizeiro são protegidos por lei. 12 anos de tramitação A proposta tramitava há 12 anos na Câmara e já havia sido apresentada por outros dois deputados, além do deputado Domingos Dutra, autor original do projeto em 1995, sempre arquivado ao fim de cada Legislatura.

Lei só no papel
Imperatriz já aprovou a Lei do Babaçu Livre, mas Terezinha Cruz, presidente da Associação das Quebradeiras de Coco de Petrolina, povoado localizado à uma hora do município de Imperatriz-Ma onde vivem cerca de 230 famílias de agricultores, é categórica em afirmar: a lei só existe no papel. Diariamente, ela e outras mulheres percorrem cerca de quatro quilômetros até o local onde normalmente trabalham. E, no caminho, passam por fazendas em que os donos não permitem a realização da atividade. "Quando pegávamos coco nas vizinhanças, dava para trazer em casa e quebrar aqui", lembra-se ela. "Mas, agora, faça chuva ou faça sol, a gente tem de trabalhar lá no meio do mato." Situações ligadas à proibição do acesso já foram denunciadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), um dos órgãos responsáveis pela fiscalização da Lei do Babaçu Livre. E por conta disso, diz Terezinha Cruz, as mulheres da comunidade já sofreram ameaças. "Chegaram a dizer que, qualquer dia desses, ia amanhecer quebradeira com a boca cheia de formiga", afirma ela. Essa é a realidade também em outras áreas de babaçu. Em outubro de 2005, o MIQCB publicou o estudo Guerra Ecológica nos Babaçuais, coordenado pelo antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida. Entro qual catalogou 12 situações recentes que colocam em risco a integridade física das quebradeiras de coco, incluindo ameaças de morte, surras e estupro. Em Petrolina, assim como em muitos outros locais, ocorreu uma intensificação nas disputas em torno do babaçu durante os últimos três anos, motivada pela consolidação de um novo interesse econômico na região: o uso do coco para a produção de carvão vegetal. "Isso foi à pior dificuldade que já enfrentamos", afirma Terezinha Cruz. Diversas fazendas têm sido arrendadas para essa atividade, cujo mercado consumidor é formado por empresas de óleos vegetais, cerâmicas e, principalmente, pelas siderúrgicas ligadas ao Projeto Carajás.
Raimunda Gomes da Silva, quebradeira de coco e defensora do babaçu no estado do Tocantins declaram que a lei é pouco respeitada:
Agora, nesses últimos tempos, a gente tem lutado através dessa lei. Antigamente a gente fazia mutirão, entrava na frente de trator, denunciava. Hoje a gente está denunciando em cima dessa lei. Mas depois da denúncia, os caras são multados, pagam a multa e depois fazem de novo. Eles botam veneno nas palmeiras. A chuva chega, os animais bebem da água com o veneno, a gente come os animais...

A utilização do babaçu
Apesar de demorarem para atingir a maturidade e começar a frutificar, do babaçu tudo se aproveita, também como acontece com a maioria das palmeiras. Especialmente nas economias de subsistência e em regiões de pobreza.
Suas folhas servem de matéria-prima para a fabricação de utilitários - cestos de vários tamanhos e funções, abanos, peneiras, esteiras, cercas, janelas, portas, armadilhas, gaiolas, etc. - e como matéria-prima fundamental na armação e cobertura de casas e abrigos. Durante a seca, essas mesmas folhas servem de alimento para a criação.
O estipe do babaçu, quando apodrecido, serve de adubo; se em boas condições, é usado em marcenaria rústica. Das palmeiras jovens, quando derrubadas, extrai-se o palmito e coleta-se uma seiva que, fermentada, produz um vinho bastante apreciado em algumas regiões.
As amêndoas verdes - recém-extraídas, raladas e espremidas com um pouco de água em um pano fino fornecem um leite de propriedades nutritivas semelhantes às do leite humano, segundo pesquisas do Instituto de Recursos Naturais do Maranhão. Esse leite é muito usado na culinária local como tempero para carnes de caça e peixes, substituindo o leite de coco-da-baía, e como mistura para empapar o cuscuz de milho, de arroz e de farinha de mandioca ou, até mesmo, bebido ao natural, substituindo o leite de vaca.
A casca do coco, devidamente preparada, fornece um eficiente carvão, fonte exclusiva de combustível em várias regiões do nordeste do Brasil. A população, que sabe aproveitar das riquezas que possui, realiza frequentemente o processo de produção do carvão de babaçu durante a noite: queimada lentamente em caieiras cobertas por folhas e terra, a casca do babaçu produz uma vasta fumaça aproveitada como repelente de insetos.
Utilizando o carvão de babaçu, a Amazônia brasileira produz o melhor ferro-gusa do mundo tendo como destino as siderúrgicas do EUA. As usinas de gusa conquistaram um mercado que movimenta por ano US$ 400 milhões. E suas exportações atingiram 2,2 milhões de toneladas. Montadoras de automóveis americanas utilizam aços especiais aquecidos com o calor do carvão de babaçu, que é agente redutor do minério de ferro.
Outros produtos de aplicação industrial podem ser derivados da casca do coco do babaçu, tais como etanol, metanol, carvão reativado, gases combustíveis, ácido acético e alcatrão.
Do mesocarpo, a multimistura usada na nutrição infantil; da amêndoa pode obter-se ainda o óleo, empregado na alimentação e na produção de combustível, lubrificante e até mesmo sabão.
Outro benefício que a fruta oferece é a prevenção contra atividades em excesso de lesões gástricas, o que ocasiona em alguns problemas como a úlceras.
Inclusive, muitas pesquisas foram feitas em cima dessa informação, na qual foi realmente confirmada e também aceita pelos cientistas em que estavam à mercê do assunto. A fruta se mostrou até mais eficaz do que os remédios em que eram fabricados com essa finalidade.
Apesar de tantas e tão variadas utilidades, por sua ocorrência não controlada do ponto de vista econômico e agrícola, o babaçu continua a ser tratado como um recurso marginal, permanecendo apenas como parte integrante dos sistemas tradicionais e de subsistência.
O quilo do babaçu em algumas regiões do Maranhão é vendido ao preço máximo de R$1,10 por mulheres e crianças que saem cedo ainda em jejum com um pouco de farinha e uma rapadura dentro de um cofo (espécie de paneiro feito da folha da pindova) e voltam ao final do dia com alguns poucos quilos. Os compradores fazem a revenda a pessoas ligadas a fabricas de sabão e que ganham cerca de R$0,20 em cima de cada quilo.

Atualmente existem maquinas que auxiliam a quebra do coco em algumas associações de quebradeiras garantindo um maior rendimento a produção e reduzindo os números de acidentes. Além de aumentar a produção, a máquina permite também o aproveitamento do resíduo do processo de prensagem, que vira uma torta rica em proteínas para ração animal, principalmente de ovinos, caprinos e suínos. O problema é que nem todos têm a condição e o auxilio dos governos para comprar esse equipamento que em media custa em torno de R$ 25 mil.
O babaçuzeiro é uma cultura bastante rica e proveitosa que não foi doméstica, por isso que sua produção é restrita ao extrativismo de subsistência, ao contrario do dendê (Eleas guianensis), que foi domesticada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e hoje é uma das culturas exóticas mais promissoras para a produção de biodiesel. No entanto, a ocorrência natural do babaçu aliado aos mais de 60 produtos que podem ser obtidos do fruto pode contribuir bastante para a ampliação de geração de renda e trabalho no meio rural, assim contribuído para a fixação e do homem no campo, e desenvolvimento agroindustrial no meio rural.
Com a Lei do Babaçu Livre espera-se que as quebradeiras de coco sejam mais respeitadas e principalmente não percam a sua identidade de atrizes principais de uma cultura que tem muito a oferecer para a economia de milhares de famílias.

O que é seleção natural?

O processo de seleção natural originário das teses evolutivas de Charles Darwin é adotado pelos cientistas como a teoria mais viável na justificação da capacidade que determinados seres vivos possuem de sobreviverem ao longo do tempo, em detrimento de outros, e da sua aptidão para se converterem em múltiplas variedades de espécies. Todo este mecanismo está comprovado por meio de evidências fósseis.

Charles Darwin, criador da teoria da Seleção Natural

Segundo Darwin, a seleção natural ocorre através da conformação de certas propriedades benéficas ao contexto ambiental as quais são legadas hereditariamente para os sucessores dos seres vivos. Desta forma, estas características favoráveis configuram paradigmas que se fortalecem no seio dos entes vivos. Por sua vez os traços não propícios vão rareando até desaparecerem, pois não são mais transmitidos para a posteridade. Este é o procedimento elementar da teoria evolutiva.

Assim, os seres com fenótipos bons – elementos orgânicos que podem ser examinados, como as formas da matéria, seu crescimento, características bioquímicas, fisiológicas e comportamentais – apresentam maior dom para resistir às intempéries e se multiplicar do que os que portam fenótipos desfavoráveis. No desfecho deste enredo este mecanismo pode revelar a aptidão de certas entidades ao meio ambiente, as quais serão localizadas em recantos ecológicos específicos.

As modificações realizadas com sucesso revigoram a perpetuação vital dos seres nos quais elas são implementadas, capacitando-os a reproduzir-se e, assim, a transmitir estas mutações aos entes vindouros, os quais, evolutivamente, podem vir a constituir novos espécimes.

Sempre focando na configuração de novos elementos e no seu legado hereditário, a seleção natural não faz diferença entre seleção ecológica, realizada pelo meio, e seleção sexual, empreendida pela reprodução das espécies, pois cada atributo do ser pode estar presente ao mesmo tempo nestas duas categorias. Uma variedade determinada, por exemplo, além de tornar o ser mais capaz de resistir aos desafios naturais, é herdada pelos sucessores, que terão mais condições de se perpetuar do que os que apresentam mutações não condizentes com o mecanismo de adaptação ao ambiente.

Um caso tradicional de seleção natural é o que ocorreu com as mariposas portadoras de pigmentos enegrecidos depois de meados do século XIX. Com a intensificação do crescimento das indústrias, houve uma ampliação do envio de substâncias poluentes para a atmosfera, e o consequente depósito de fuligem nas plantas.

Assim, os insetos desta espécie, que antes predominavam na cor branca acinzentada, foram, aos poucos, substituídos pelos de coloração mais escura, pois estes eram confundidos com o caule dos arbustos, da mesma cor. Resultado: estas mariposas eram vistas mais raramente pelas aves, naturais adversárias destes espécimes, portanto passaram a transcender as mais claras, sobrevivendo e transmitindo este atributo aos seus herdeiros.


 Blog de cienciaemtudo : Amo Biologia, O que é seleção natural?
Fonte: http://www.infoescola.com/evolucao/selecao-natural/

Cientistas desligam cromossomo extra que causa a síndrome de Down

Herton Escobar - O Estado de S. Paulo
Aproveitando uma "ferramenta genética" inerente ao genoma das mulheres, pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá conseguiram desligar a cópia extra do cromossomo 21 que causa a síndrome de Down.
A pesquisa foi feita exclusivamente in vitro, utilizando células em cultura, e não há perspectiva de que ela possa produzir uma "cura" para a síndrome. Ainda assim, o estudo traz a primeira demonstração prática de que terapias cromossômicas poderão se tornar algo factível no futuro para o tratamento de sintomas associados ao Down e outras síndromes causadas pela duplicação de um cromossomo (chamadas trissomias).
"É uma ideia genial, totalmente inovadora", disse ao Estado a geneticista Maria Isabel Melaragno, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), após ler o trabalho, publicado ontem pela revista Nature.
O experimento foi realizado com células-tronco de pluripotência induzida (iPS) derivadas de um paciente com síndrome de Down. O que os cientistas fizeram foi inserir no cromossomo extra das células a cópia de um gene conhecido como XIST, normalmente responsável por "silenciar" (ou desligar) uma das cópias do cromossomo X nas mulheres. O efeito foi o mesmo: o XIST desativou os genes do cromossomo 21 extra, fazendo com que as células funcionassem geneticamente como células normais.
"O que eles fizeram, essencialmente, foi inserir um ‘interruptor’ genético que permite ligar ou desligar o cromossomo inteiro”, explica a pesquisadora Lygia Pereira, da Universidade de São Paulo. (USP). “É um truque engenhoso. Eles pegaram essa ferramenta natural de silenciamento do cromossomo X e usaram para silenciar um outro cromossomo.”
A pesquisa foi liderada por Jeanne Lawrence, da Faculdade Medicina da Universidade de Massachusetts, nos EUA. O trabalho foi submetido à Nature para publicação em maio de 2012, mas só foi formalmente aceito pela revista no mês passado, após mais de um ano de revisão, o que dá uma ideia da complexidade do projeto.
Aplicações. A implicação mais “futurista” do trabalho, segundo os autores, é colocar a síndrome de Down na lista de doenças que poderão se beneficiar de terapias gênicas – ou cromossômicas – no futuro. Em nenhum momento, porém, os cientistas falam em reverter completamente o quadro (“curar”) da trissomia.
“Os efeitos da trissomia do cromossomo 21 na síndrome de Down já ocorrem desde o início do desenvolvimento embrionário; não há como reverter isso”, explica Maria Isabel, da Unifesp. Segundo ela, porém, é factível pensar em terapias capazes de evitar alguns dos efeitos adversos da síndrome, como doenças hematológicas e neurológicas, que com frequência afetam os pacientes. Ela destaca que esse é o “apenas o primeiro passo para investigações na pesquisa básica com aplicação clínica futura”.
A contribuição mais certa e imediata da técnica, segundo os especialistas, será como ferramenta de pesquisa, para o entendimento dos mecanismos genéticos e biológicos por trás da síndrome de Down e outras alterações cromossômicas (como as trissomias dos cromossomos 13 e 18, que são letais nos primeiros anos de vida). Algo que, por sua vez, poderá servir para o desenvolvimento de novas drogas e terapias.
A técnica permite criar modelos celulares que reproduzem a biologia da doença in vitro, e que podem ser geneticamente modificados para o estudo de mecanismos e intervenções específicas. Algo que já era feito com genes individuais, e agora poderá ser feito com cromossomos inteiros.
"Do ponto de vista prático, de aplicação terapêutica direta, há uma luz no fim do túnel, mas acho que ela é muito pequena", afirma Lygia Pereira, da USP. "O grande impacto será na construção de modelos celulares para entender os mecanismos das doenças."

Ciclos bioquímicos é tema de aula indicada pela FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou em setembro de 2012 um portal gratuito com foco no ensino médio, o Ensino Médio Digital. Diariamente, o Estadão.edu oferece dicas de aulas online montadas pela FGV para ajudar na preparação para o Enem.

As indicações, que devem ocorrer até o início de novembro, serão organizadas de forma a atender aos principais conteúdos cobrados pelo Enem.

A aula "Ciclos bioquímicos" foi sugerida pelo professor Mauro Braga*. Abaixo, um breve comentário sobre o seu conteúdo.

"A população produz direta ou indiretamente uma série de resíduos todos os dias. Contudo, poucos têm a clara noção de que na natureza os elementos e compostos químicos que a compõem estão em constante movimento. Os ciclos biogeoquímicos são, portanto, de grande valia para determinar, por exemplo, os impactos ambientais causados por estes resíduos produzidos.

A aula em questão aborda o tema de forma abrangente. Importantes ciclos para um desenvolvimento sustentável, como o do carbono, do nitrogênio e o da água, são amplamente discutidos. Em cada ciclo estes elementos e compostos químicos são absorvidos e reciclados por componentes bióticos e abióticos, estabelecendo uma relação de troca entre organismos vivos e ambiente físico.

No Enem os ciclos biogeoquímicos têm sido constantemente abordados nas questões de Ciências da Natureza. Sendo assim, o estudante deve ter atenção especial ao tema."

* MAURO BRAGA É PROFESSOR DO COLÉGIO PEDRO II E DO SÃO VICENTE DE PAULO, DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENSINO DE QUÍMICA DO IQ/UFRJ E DO CURSO DE EXTENSÃO EM QUÍMICA DA FUNDAÇÃO CECIERJ.

O Símbolo do Biólogo
“O óvulo estilizado, sendo fecundado, determina o princípio da vida.

O óvulo tem o formato do planeta Terra e também lembra folhas, sugerindo a importância do verde”  
Biólogo não...

Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no
hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem
neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é
hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas
vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não toma susto, recebe resposta galvânica
incoerente.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed
backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não falece, tem morte histológica.
Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua
energia.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso
reprodutivo.
Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não deixa herdeiros ricos, pois seu valor é
por peso vivo.